sábado, 25 de junho de 2011

ORAÇÃO DO SANTO LENHO


"A Cruz do Santo Lenho
Que está sobre mim
Quem nela morrem que respondo por mim
Que meus inimigos visíveis e invisíveis
Se afastem de mim".


"Eu sou filho(a) de Deus
Nada pode me acontecer de ruim
pois a força do Espírito Santo é maior do que tudo".

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Gênesis 18,1-15

Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem, sem parar junto a mim, teu servo. 4Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças, antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6Abraão entrou logo na tenda, onde estava Sara e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os“. 7Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores, e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado, e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10E um deles disse: “Voltarei, sem fal­ta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”. Ouvindo isto, Sara pôs-se a rir, da entrada da tenda, que estava atrás dele. 11Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade, e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. 12Por isso, Sara se pôs a rir em seu íntimo, dizendo: “Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo meu marido já velho?” 13E o Senhor disse a Abraão: “Por que riu Sara, dizendo consigo mesma: ‘Acaso ainda terei um filho, sendo tão velha?’ 14Existe alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo, e Sara já terá um filho”. 15Sara protestou, dizendo: “Eu não ri”, pois estava com medo. Mas ele insistiu: “Sim, tu riste”.

Palavra do Senhor. 

A BOA NOVA
Mateus 8,5-17

Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”.
7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”.
10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo.16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.

Palavra da Salvação.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ORAÇÃO MARIANA A SÃO JOÃO BATISTA

Ó Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor, primogénito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça de que fostes maravilhosamente enriquecido desde o ceio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente vos suplico, que me dê a graça de o amar e servir com extremado afeto e dedicação até a morte. Alcançai-me também, meu excelso protetor, singular devoção a Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa á casa de vossa mãe S. Isabel, para serdes livre do pecado original e cheio dos dons do Espírito Santo. Se me conseguirdes estas duas graças, como muito espero de vossa grande bondade e poderoso valimento, estou certa de que, amando até a morte a Jesus e a Maria, salvarei minha alma e no céu convosco e com todos os Anjos e Santos amarei e louvarei a Jesus e a Maria entre gozos e delícias eternas. Amém. 

ORAÇÃO A SÃO JOÃO BATISTA

São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo".

São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós.

O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA

Leonardo da Vinci

Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. Oito dias depois, vieram circuncidar o meninoe queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio e disse:«Não, Ele vai chamar-se João». Disseram-lhe:«Não há ninguém da tua família que tenha esse nome».Perguntaram então ao pai, por meio de sinais,como queria que o menino se chamasse.O pai pediu uma tábua e escreveu:«O seu nome é João».Todos ficaram admirados. Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus.Todos os vizinhos se encheram de temore por toda a região montanhosa da Judeias e divulgaram estes factos. Quantos os ouviam contarguardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.
Palavra da Salvação

SÃO JOÃO BATISTA

São João Batista, filho de Zacarias e de Santa Isabel, era chamado "Batista" pelo facto de ser um "batizado" (Lc 3,3). João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (Lc 1, 36). Parente de Jesus, foi o precursor do Messias. 
João Batista é aquele que aponta a Jesus, dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim" (Jo 1, 29). E deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor" (Jo 1,22).
São Lucas, no primeiro capítulo de seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Baptista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens. A Igreja celebra-o desde os primeiros séculos do cristianismo. É o único santo cujo nascimento (24 de Junho) e martírio são evocados em duas solenidades pelo povo cristão. O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses.
Seus pais desejaram e pediram este filho, mas foi o Senhor que o escolheu e marcou, ainda antes de nascer, para a missão a que estava designado.  Também a nós, antes de nascermos, nos marcou o Senhor para estes tempos cristãos, diz S. Pedro.
Deus não chama ninguém à vida sem uma missão que lhe dê sentido e os dotes e graças que para isso precisa. Importa é dar-se conta dela, ser-lhe fiel e pôr no Senhor a nossa esperança para a cumprir.

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Isaías 49,1-6

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”.
4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.

Palavra do Senhor. 

2ª Leitura
Leitura dos Atos dos Apóstolos. 

Naqueles dias, Paulo disse: 22“Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus.
24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação”.

Palavra do Senhor. 


A BOA NOVA
Lucas 1,57-66.80

57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Za­carias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Ju­deia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino c
rescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. 


Palavra da Salvação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

EUCARISTIA É FONTE DE VIDA

"Participando do sacrifício eucarístico, fonte e ápice de toda a vida cristã, oferecem a Deus a Vítima divina e com ela a si mesmos. Assim, pela oblação, quer pela sagrada comunhão, todos - cada um segundo sua condição - exercem na ação litúrgica a parte que lhes é própria. Reconfortados pelo Corpo de Cristo na sagrada comunhão, mostram de modo concreto a unidade do Povo de Deus, apropriadamente significada e maravilhosamente realizada por este augustíssimo Sacramento" (Lumen Gentium, 11)


Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza

EUCARISTIA: SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO

"Na Última Ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue. Por ele perpetua pelos séculos, até que volte, o Sacrifício da Cruz. Confiou assim à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua Morte e Ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo nos é comunhão como alimento, o espírito enche-se de graça e nos é dado o penhor da futura glória" (Sacrosantum Concilium, 47)


Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza

EUCARISTIA: PRESENÇA DE CRISTO

A presença de Jesus na eucaristia pode ser considerado apenas dentro de todo o Mistério de Deus. É a perpetuação de seu Espírito na vida da comunidade, da Igreja, da humanidade.
Jesus se faz presente na realidade de diversos modos. Na Palavra, enquanto proposta e proclamação de Deus. Ele está nos elementos da Comunidade (Mt 18, 20), em todos os sacramentos, mas permanece de maneira mais sensível na eucaristia.
Não se trata de objeto, de algo estático, em sentido físico. Jesus continua presente entre os homens, vivendo a realidade de sua morte e ressurreição. O corpo é a expressão de comunicação. Seu Corpo glorificado se faz presente através de um sinal/símbolo/realidade para ser recebido e participado como verdadeira comida e bebida: o Pão da Vida e o Vinho da Salvação.
A Presença eucarística é o ápice dos outros tipos de presença, é a fonte e o fim de todas as outras modalidades de presença. A permanência no Corpo e Sangue não é isolada, mas refere, dá origem e complementa as outras. Na eucaristia acontece a presença pessoal, total de Cristo, respeitando sua condição de morto-ressuscitado e a situação na realidade eterna.
Essa presença especial não nega ou diminui os outros de presença, é acima de tudo, a presença operante, sacramental, é a comunicação das realidades divina e terrena. É o ponto máximo do encontro entre Deus e os homens.
Esta presença é para os homens o centro, a síntese do Mistério de Deus entre nós. É a doação à Igreja, fazendo-se visível seu corpo glorificado e ressuscitado. Nenhuma explicação humana esgota toda a realidade. Não depende da fé subjetiva, mas da certeza objetiva de sua ação atual na Igreja.
O Pão transubstanciado no seu Corpo, o Pão da Vida que nos une a Deus e aos irmãos. O Espírito de Deus transforma o esforço, a cooperação humana em dons de vida eterna.
É a Vida que vem ao encontro das vidas humanas para lhes dar força, coesão e comunhão. Jesus Cristo é atual na eucaristia, produzindo, nos que acreditam, a certeza da comunhão plena com Deus e com os irmãos. 

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

EUCARISTIA É A VERDADEIRA PÁSCOA

A Páscoa judaica, como Memorial de uma libertação, nos ajuda a compreender a originalidade e o ambiente cultural que surgiu a eucaristia. Páscoa possui duplo sentido, sendo Memorial festivo de um fato recordando a libertação do Egito e a conclusão da Aliança iniciada no Monte Sinai.
O passado e o presente se unem na esperança da vinda do Messias. A liturgia pascal judaica demonstra aspectos assumidos na eucaristia. A cerimônia começava com uma benção em um dia festivo feito pelo pai da família sobre um cálice com vinho, ervas amargas eram usadas com frutos do campo para relembrar o período do deserto. Páscoa, Passagem, a festa do Cordeiro e dos Pães Ázimos.
Em todos estes elementos invoca-se a vinda do Messias que levará a libertação total e definitiva. A Ceia tinha entre seus elementos o cordeiro, pães ázimos, ervas acompanhadas de vinho, salmos eram cantados para recordar e dar graças pelas maravilhas operadas por Deus em favor de seu povo. Todos estes alimentos são atualizados na celebração eucarística feita por Jesus e perpetuada pela comunidade apostólica.
Jesus Cristo não quis instituir uma Nova Páscoa ou substituir a dos judeus, mas realizou a sua plenitude, a celebração da verdadeira Páscoa, evento permanente e constitutivo da História da salvação, é a passagem do velho para o novo, um nova dinâmica profética de um anúncio futuro. É Memorial de um acontecimento que garante o futuro, o penhor de uma realidade futura, que se realizará na comunhão plena da humanidade e do universo com Deus e com os que acreditam e esperam.


Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

EUCARISTIA É ALIANÇA COM DEUS

A eucaristia é refeição sagrada onde Deus e os homens entram em comunhão, um pacto de intimidade, a Nova e Eterna Aliança, onde os Deus e os homens se tornam familiares, aliados. Através do Pão da Vida e do Vinho da Salvação, Cristo se dá como força e vida aos que acreditam. Espera dos homens a fidelidade na realização e a vivência da comunidade de fé. 
Na eucaristia, o pão e o vinho são transformados em elementos da Nova e Eterna Aliança, é o ápice do encontro do homem com Deus, na sua condição existencial.
O ser humano é exaurido pelo próprio Deus de tal forma que aquele que comunga pode dizer como o apóstolo Paulo: "Já não sou eu que vivo, pois é o próprio Cristo que vive em mim". (Gl 2,20). É o Pão da Vida que vem dar sentido e orientação à existência, na comunhão profunda que se realiza de maneira concreta a Nova e Eterna Aliança fundamentada na Páscoa de Jesus. É a ceia de memorial, dando e atualizando um gesto de salvação de Deus em favor da humanidade.
É a valorização da realidade divina do Mistério que se concretiza em sinais, gestos, sinais e atitudes humano-divinas. É a valorização da pessoa humana, respeitando sua condição de peregrino em busca do sentido de sua existência.
A Aliança recorda-se com as próprias palavras de Jesus, uma dimensão nova e original ao compromisso com Deus. É sacrifício de louvor e ação de graças pelas maravilhadas operadas por Deus em favor da humanidade. É o surgimento de uma nova ordem, onde Jesus realiza, sua família em torno de Jesus. É o ápice da comunidade divino-humana na sua condição terrestre. 


Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

EUCARISTIA: PÃO DA VIDA

Deus, como Senhor de tudo, tem o direito sobre a vida humana. O ser humano, para ser agradável a Deus, oferece vítimas que simbolicamente o substituem perante o Senhor, que são oferecidas e imoladas para aplacar a Deus e atrair bençãos sobre suas vidas e familiares.
Outra atitude humana perante Deus é a busca da força e da imortalidade. Ao se sentir fraco recorre a Deus em busca de força, a imortalidade, o sentido de sua existência. Deus vem simbolicamente representado por uma vítima, animal ou fruto da terra. A vítima simboliza Deus fonte de energia, alimento e fortaleza para todos os que se alimentam. É o próprio Deus que vem em auxílio do homem, orientando-o e dando-lhe forças.
Jesus Cristo, ao instituir a eucaristia, sabia desses anseios profundos da humanidade que, no início da civilização, aparecia de forma simples e primitiva e que atualmente aparece de modo sutil. Cristo, portanto, completou de maneira perfeita os anseios do inconsciente coletivo da humanidade.
A eucaristia dos cristãos não é apenas símbolo, é uma realidade. O próprio Cristo se fez Vítima e, pela sua morte-ressurreição, veio ser o sacrifício de louvor, agradecimento, perdão e súplica. Ele é a Vítima, o Cordeiro que restabelece os laços rompidos pelo egoísmo do pecado, o único e verdadeiro sacrifício pela sua disponibilidade a Deus, é o Alimento, o Pão da Vida para sustentar e fortalecer os que crêem.
Pão da Vida, Jesus é o Pão dos fortes, dá coragem e sentido à comunidade. É o elo que une os homens com o próprio Deus e entre si. É a realidade da salvação que expressa de maneira sensível a comunhão entre Deus e os homens.  

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

PRIMEIRA EUCARISTIA: A ÚLTIMA CEIA

Na quinta-feira, antes de sua morte, Jesus de Nazaré fez uma ceia de despedida com seus apóstolos e amigos mais íntimos, realizada em um clima de amizade e de intimidade celebrou a primeira eucaristia. Uma ceia de despedida, mas cheia de alegria e esperança pela vitória.
Os primeiros discípulos eram uma comunidade cujo centro era Jesus Cristo que falava maravilhas e operava prodígios. Como toda ceia, o convite partiu de alguém que gostaria de condividir a alegria de sua presença e comemorar algo muito importante.
Estar junto, em torno de uma mesa, é sair de si para entrar em comunhão, celebrando e festejando um evento.
Os judeus possuem uma série de refeições culturais que se revestem de caráter solene e religioso. A Páscoa ocupa um lugar de destaque, é a memória da libertação da escravidão do Egito, realizada por Javé, operando maravilhas em favor do povo eleito. Jesus celebrou também sua ceia neste contexto de recordação, um marco significativo e religioso.
A Última Ceia, pelas atitudes e palavras de Jesus, tem um caráter de memória e recordação porque a partir daquela data os discípulos se lembrariam de sua morte e ressurreição, assim como a Páscoa judaica recordava e atualizava a libertação de um povo. A eucaristia é portanto um memorial celebrado em clima de ação de graças e de louvor.
A Ceia do Senhor é sagrada que congrega aqueles que acreditam, Cristo se torna símbolo e realidade, ao mesmo tempo. A eucaristia é a refeição da alegria, da esperança e da vitória, o ponto culminante de uma comunidade que expressa a união com Deus e os irmãos, sendo o ponto de partida, recordando e atualizando a comunidade, a salvação vinda pela morte e ressurreição de Jesus.

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

EUCARISTIA É SALVAÇÃO

Jesus Cristo se serviu do pão e do vinho na última Ceia. 
O "pão repartido" é símbolo da condivisão, da co-responsabilidade dos que participam de sua divisão. O vinho é símbolo de segurança, felicidade e de alegria, o povo de Israel é chamado de "a vinha do Senhor" por causa dos carinhos e atenções dispensados por Deus ao seu povo escolhido.
O cálice do vinho condividido é símbolo da força proveniente da mesma fonte de energia. "Beber da mesma taça" significa participar do mesmo destino. Pão e vinho se complementam, enquanto o primeiro vem debaixo do solo para ser a resposta à fome, o segundo é a bebida que vem do alto, do sol que amadurece as uvas para ser a resposta à sede do homem. O pão se transforma no homem, o vinho transforma e liberta o homem.
Ao usar o pão e o vinho juntos, Cristo quis assumi-los em toda a realidade simbólica. Pão, símbolo da vida, do alimento e do esforço. O pão compartilhado da eucaristia é sinal de união e de co-responsabilidade no mesmo destino.
Na eucaristia, o pão é o Pão da Vida, o Corpo de Cristo, que é dado para ser alimento, fonte de união. O vinho, símbolo da transformação dos que acreditam em Cristo, é o Vinho da Salvação, o Sangue de Cristo, derramado para o perdão dos pecados e para transformar a vida humana.

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

EUCARISTIA: MISTÉRIO DE DEUS

Eucaristia significa ação de graças, um gesto humano de sentido muito profundo, possui um valor útil, simbólico, sagrado e religioso. Trata-se, principalmente, de uma refeição, essa que se faz em comunidade, inserida em um rito religioso e sagrado.
Jesus Cristo deu um novo sentido às coisas e àqueles que acreditam nele, que mesmo após a sua morte e ressurreição continuou a celebrar esta atitude fundamental perante Deus. Assim como os outros sacramentos dentro do Mistério de Deus, a eucaristia é um fato significativo da existência humana. 
Nos primórdios do cristianismo a cerimônia de iniciação cristã consistia nos sacramentos batismo-confirmação-eucaristia. Era o início da salvação para o ser humano. A eucaristia é o alimento, a conservação da vida recebida do batismo, a reunião em família para receber forças na caminhada.
O ser humano se considera um todo, unidade e integridade em vista de seu fim. A Missa, como refeição, está intimamente ligada à fome, ao alimento e a vida. 
Dentro do Mistério de Deus, como Grande Plano de seu Amor, no desejo de fazer dos homens uma só família, que participa de sua própria felicidade, a eucaristia desempenha o gesto de reunir-se para alimentar de uma comida não puramente humana, mas de um pão e vinho de salvação.
Na História de Salvação, a eucaristia vem ser o alimento que fortalece e dá vida ao ser humano que está morrendo e precisa de uma nova restauração. Missa, portanto, é a refeição sagrada dos cristãos.

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do espírito Santo, de Antônio Carlos de Oliveira Souza (adaptado)

A CEIA DO SENHOR

Nos primeiros anos do cristianismo, a eucaristia era chamada de Fração do Pão (At 2,42) e era celebrada no primeiro dia da semana judaica, que se tornou o dia da reunião dos cristãos (Mt 28, 1; 2Cor 16, 2), recordando a ressurreição do Nosso Senhor Jesus. A celebração era realizada dentro de uma refeição fraterna, o ágape (1Cor 11, 17-34).
De acordo com o Apóstolo Paulo, a eucaristia representa a unidade da Igreja. Partir do pão e beber do mesmo cálice simboliza a comunidade enquanto centro de unidade de proclamação da fé na páscoa do Cristo.
A eucaristia não tem efeitos mágicos e não dispensa a vigilância contra a tentação da idolatria e do egoísmo, porque a verdadeira refeição do Senhor provoca a comunhão com Cristo e, através dele, com Deus e com os irmãos (1Cor 10, 1-13; 1Cor 10, 14-22).
Comungar do mesmo cálice e do mesmo pão é participar do destino da mesma comunidade; a responsabilidade pessoal dos cristãos está no grau de conscientização e de sua participação na comunidade. Celebrar mal a eucaristia é romper a unidade da Igreja, é ser responsável pela morte de Cristo.
A eucaristia é a verdadeira expressão de participação dos cristãos, é a expressão real de uma vida a ser trilhada na fé que tem reflexos práticos na vida. Todo aquele que comunga que está participando do destino e da meta da comunidade. Não se caminha sozinho, mas uma pessoa que unida aos outros busca a realização da comunhão plena com Deus e com os outros homens.
A celebração ritual recorda e atualiza o mistério da Páscoa de maneira sacramental e anuncia a comunhão total.

Fonte: Sacramentos: Sete encontros com a ação do Espírito Santo (Antônio Carlos de Oliveira Souza)

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Deuteronômio 8,2-3.14b-16a

Leitura do Livro do Deuteronômio:

Moisés falou ao povo, dizendo: 2Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu coração, e para ver se observarias ou não seus mandamentos.
3Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais conhecíeis, para te mostrar que nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.
14bNão te esqueças do Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da escravidão,15e que foi teu guia no vasto e terrível deserto, onde havia serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma. Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16ae te alimentou no deserto com maná, que teus pais não conheciam.

Palavra do Senhor. 

2ª Leitura
1º Coríntios 10,16-17

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 16O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão, nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão.

Palavra do Senhor. 

A BOA NOVA
João 6,51-58

Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: 51“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
52Os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?”
53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.55Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida.56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim.
58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”.

Palavra da Salvação. 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

ORAÇÃO. AS ASAS DA MISERICÓRDIA DA MÃE DE DEUS

"Ó imaculada e toda pura Virgem Maria, Mãe de Deus, Rainha do universo, nossa clementíssima Soberana, sois superior a todos os santos, sois a única esperança dos eleitos e a alegria dos bem-aventurados. Por vós fomos reconciliados com nosso Deus. Sois a única advogada dos pecadores, o porto de quem fez naufrágio.
Sois a consolação do mundo, o resgate do cativo, a saúde do enfermo, a alegria do aflito, o refúgio e a salvação do gênero humano.
Ó grande Princesa, ó Mãe de Deus, cobri-nos com as asas de vossa misericórdia, tende piedade de nós. Não nos é dada outra esperança senão vós, ó Virgem puríssima. Estamos entregues a vós e nos consagramos ao vosso serviço, como vossos servos.
Não permitais que Lúcifer nos arraste para o inferno. Ó Virgem Imaculada, estamos sob vosso patrocínio, por isso a vós unicamente recorremos, suplicando-vos que não consintais que vosso Filho, irritado por nossos pecados, nos abandone ao poder do demônio.
Ó cheia de graça, iluminai minha inteligência, abri meus lábios para que eu cante vossos louvores, principalmente a saudação angélica tão digna de vós. Eu vos saúdo, ó paz, ó alegria, ó consolação de todo o mundo.
Eu vos saúdo, ó maior milagre do universo, paraíso de delícias, porto seguro para os que estão em perigo, manancial de graças, medianeira entre Deus e os homens".
Oração de São Efrém

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Gênesis 15,1-12.17-18

Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1o Senhor falou a Abrão, dizendo: “Não temas, Abrão! Eu sou o teu protetor e tua recompensa será muito grande”.
2Abrão respondeu: “Senhor Deus, que me darás? Eu me vou desta vida sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco”. 3E acrescentou: “Como não me deste descendência, um servo nascido em minha casa será meu herdeiro”. 4Então o Senhor falou-lhe nestes termos: “O teu herdeiro não será esse, mas um dos teus descendentes é que será o herdeiro”. 5E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”.
6Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos Caldeus, para te dar em possessão esta terra”. 8Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” 9E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. 10Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma diante da outra. 11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizen­do: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”.

Palavra do Senhor. 


A BOA NOVA
Mateus 7,15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

Palavra da Salvação. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

A VIRGEM DOS 33

A devoção à imagem que tomou o nome de “A Virgem dos Trinta e Três” teve início numa fazenda denominada “Virgem dos Desamparados”, de propriedade dos padres Jesuítas, e situada ao redor da cidade de nome Florida, no Uruguai.
A propriedade era cortada por um riacho chamado Arroyo de La Virgem e no cume da Serra Del Pintado, havia um oratório com uma imagem de Nossa Senhora, representando a Virgem subindo aos céus, levada pelos anjos (inspirada na “Assunção”, de Murillo).
Em 1767 os Padres Jesuítas foram expulsos da Espanha e também de toda a América Latina. O povoado, que era próspero, decaiu tanto que mais tarde, quando o novo pároco, Padre Santiago Figueiredo tomou posse, não restavam mais do que cinco famílias no local, em um terreno improdutivo e estéril.
O povo, porém, não esqueceu a milagrosa imagem, construindo uma rústica capela de palha e barro.
No dia 19 de abril de 1825, desembarcaram na praia da Agraciada, trinta e três homens comandados pelo general Antônio Lavalleja que pretendiam libertar a pátria, sob o lema: “Liberdade ou morte”. Conquistaram Soriano, Colonia, San José, Guadalupe e Florida. Instalaram em junho um Governo provisório e, conforme o costume daqueles tempos, foram à Igreja para implorar o auxílio de Deus e de Sua Santíssima Mãe para a nova pátria uruguaia.
Na mesma cidade de Florida, no dia 25 de agosto de 1825, reuniu-se a Assembléia Nacional Constituinte da República Oriental do Uruguai para declarar a sua independência.
Depois de lida a ata, todos, governantes e povo, se dirigiram à Igreja e ajoelharam-se diante da pequena imagem da Virgem, colocando a pátria sob a sua maternal proteção. Diante da imagem foi colocada uma bandeira tricolor. Comandantes e soldados dobraram reverentes os joelhos. O povo, que enchia a praça maior, o exército e o novo governo lotaram a Igreja para o solene canto do “Te Deum” (Ação de Graças) e o pároco deu a benção aos heróis e ao povo.
Quando algo nasce da espontaneidade, não se pode definir uma data certa; mas, com toda a certeza, foi a partir da instalação da Soberana Assembléia, ainda na casa de D. Ana Hernandez, ao lado da Igreja, que se começou a chamar aquela milagrosa imagem de “A Virgem dos Trinta e Três“. 
No ano de 1857, o segundo chefe dos Trinta e Três, general Manuel Oribe, em agradecimento à “Virgem dos Trinta e Três”, ofereceu-lhe uma preciosa coroa que até hoje se conserva no tesouro da Catedral.
Diante da pequena imagem há uma lápide com a inscrição: “Diante desta imagem de Nossa Senhora de Luján del Pintado, os trinta e três inclinaram sua bandeira tricolor; a ela também invocaram os Convencionais da Independência“.
No dia 11 de novembro de 1961 a Santa Sé permitiu a coroação pontifícia da imagem e, no dia 21 de novembro de 1962, a Virgem dos Trinta e Três foi proclamada padroeira do Uruguai.
No segundo domingo de novembro de cada ano, milhares de peregrinos se reúnem para celebrar as festividades de sua Padroeira e pedir a sua proteção para os uruguaios.


Fonte: Associação Devotos de Fátima 

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Gênesis 13,2.5-18

Leitura do Livro do Gênesis.

2Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. 5Ló, que acompanhava Abrão, também tinha ovelhas, gado e tendas. 6A região já não bastava para os dois, pois seus rebanhos eram demasia­do numerosos, para poderem morar juntos. 7Surgiram discórdias entre os pastores que cuidavam da criação de Abrão, e os pastores de Ló. Naquele tempo, os cananeus e os fereseus ainda habitavam naquela terra. 8Abrão disse a Ló: “Não deve haver discórdia entre nós e entre os nossos pastores, pois somos irmãos. 9Estás vendo toda esta terra diante de ti? Pois bem, peço-te, separa-te de mim. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para a esquerda”.
10Levantando os olhos, Ló viu que toda a região em torno do Jordão era por toda a parte irrigada — isso antes que o Senhor destruísse Sodoma e Gomorra —, era como um jardim do Senhor e como o Egito, até a altura de Segor. 11Ló escolheu, então, para si a região em torno do Jordão, e foi para oriente. Foi assim que os dois se separaram um do outro. 12Abrão habitou na terra de Canaã, enquanto Ló se estabeleceu nas cidades pró­ximas do Jordão, e armou suas tendas até Sodoma. 13Ora, os habitantes de Sodoma eram péssimos, e grandes pecadores diante do Senhor.
14E o Senhor disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: “Ergue os olhos e, do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente: 15toda essa terra que estás vendo, eu a darei a ti e à tua descendência para sempre. 16Tornarei tua descendência tão numerosa como o pó da terra. Se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua descendência. 17Levanta-te e percorre este país de ponta a ponta, porque é a ti que o darei”. 18Tendo desarmado suas tendas, Abrão foi morar junto ao Carvalho de Mambré, que está em Hebron, e ali construiu um altar ao Senhor.
Palavra do Senhor.

A  BOA NOVA
Mateus 7,6.12-14

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!
Palavra da Salvação.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MARIA SANTÍSSIMA, ARCA DA ALIANÇA

A arca da aliança: prefigura da Virgem Maria
Tão misteriosa e sagrada Arca, construída pela mão do próprio Deus para sua habitação e propiciatório de seu povo, deveria ficar no Templo, onde se encontrava a outra arca material do Antigo Testamento. Por esta razão, Deus ordenou que Maria Santíssima fosse apresentada ao Templo aos três anos de idade. Ali permaneceu até os 13 anos e meio.
Os sacerdotes do Templo, movidos por inspiração divina, julgaram que, conforme o uso da época, deviam estabelecer Maria no estado do matrimônio.
Consultada por um dos sacerdotes do Templo, ela declarou: Quanto à minha vontade, sempre desejei guardar perpétua virgindade, dedicando-me a Deus e ao seu serviço neste santo Templo. Vós, porém, que estais no lugar de Deus, me ensinareis o que for de sua santa vontade.
Com um milagroso sinal, o céu indicou São José como o escolhido para desposar a puríssima jovem, a futura esposa do Espírito Santo e mãe do Filho de Deus.
Maria Santíssima confiou a São José seu voto de perpétua castidade, dizendo-lhe: “Meu senhor e esposo, em meus primeiros anos consagrei-me a Deus com perpétuo voto de ser casta de alma e corpo. Para cumpri-lo, quero que me ajudeis, e no mais, serei vossa fiel serva”.
Repleto de júbilo pelas palavras de sua Esposa, o castíssimo São José lhe respondeu: “Quero que saibais, Senhora, que aos doze anos, também eu fiz promessa de servir ao Altíssimo em castidade perpétua. Confirmo-a agora e prometo ajudar-vos quanto estiver em minhas forças para que, em toda pureza o ameis e sirvais. Serei vosso fidelíssimo servo e guarda”.
Sobre estes divinos alicerces – ou seja, virgindade ilibada, oração, humildade, concórdia – fundou-se o lar e a união da santíssima Virgem Maria e do castíssimo São José.
Assim foram sendo preparados para o mistério da Encarnação do Verbo, missão para a qual Deus os havia destinado.
Fonte: “Mística Cidade de Deus” – Volume II, ADF

A PALAVRA DO DIA

1ª Leitura
Gênesis 12,1-9

Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias, 1o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”
4E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos, quando partiu de Harã. 5Ele levou consigo sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens que possuíam, bem como todos os escravos que haviam adquirido em Harã. Partiram rumo à terra de Canaã e ali chegaram.
6Abrão atravessou o país até o santuário de Siquém, até o carvalho de Moré. Os cananeus estavam então naquela terra. 7O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: “Darei esta terra à tua descendência”. Abrão ergueu ali um altar ao Senhor que lhe tinha aparecido.
8De lá, deslocou-se em direção ao monte que estava a oriente de Betel, onde armou sua tenda, com Betel a ocidente e Hai a oriente. Ali construiu também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. 9Depois, de acampamento em acampamento, Abrão foi até o Negueb.

Palavra do Senhor. 

A BOA NOVA
Mateus 7,1-5

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados.2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 
3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. 


Palavra da Salvação. 

domingo, 19 de junho de 2011

ENTENDER A SANTÍSSIMA TRINDADE


A Santíssima Trindade é um dogma. Um dogma que proclama a verdade essencial do mistério da "unidade e trindade de Deus": um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.  É um mistério. Portanto, é de difícil interpretação e impossível de ser assimilado elas limitações humanas.
O mistério da Santíssima Trindade é definido pelos doutores da Igreja como sendo a substância do Novo Testamento. Isto quer dizer que ele é o maior de todos os mistérios da Santa Igreja, a origem e o fundamento de todos os outros mistérios. Pois que, refere-se especificamente a Deus, em sua essência, princípio e fim de todas os seres criados.  Foi para conhecer e contemplar esse mistério que os anjos foram criados no céu e os homens na terra.
E foi para manifestar este mistério mais claramente que o próprio Deus desceu da sua morada com os anjos e veio para junto dos homens. Há séculos, baseada em claras e explícitas citações bíblicas, a Santa Igreja ensina e proclama esse mistério de Três Pessoas em um só Deus.
Santo Agostinho, grande teólogo e doutor da Igreja, tentou compreender inteiramente este inefável mistério. Ele foi longe, porém, não chegou lá.
Absorto e meditativo, em certa ocasião, ele passeava pela praia pedindo a Deus luzes para que pudesse desvendar esse Santo enigma. É muito conhecido o que, então, lhe aconteceu: encontrou-se com um menino brincando na areia. A criança fazia um trajeto curto e repetitivo: com um copo na mão, continuamente, ele ia e vinha; enchia o copo com água do mar e a despejava num pequeno buraco feito na areia da praia.
Curioso, Agostinho perguntou à criança o que ela pretendia com aquilo. O menino respondeu que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho. O Santo explicou a ele que seria impossível realizar o que queria. O menino desconhecido, então, argumentou: "É muito mais fácil o oceano todo ser transferido para este buraco, do que o mistério da Santíssima Trindade ser compreendido". E a criança desapareceu: era um anjo.
Agostinho entendeu a lição. Ele concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder entender toda a dimensão de Deus. Por mais que se esforce, jamais o homem poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só compreenderemos plenamente a Deus na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O apóstolo São Paulo anuncia a Trindade das pessoas e a unidade da sua natureza quando escreve: «Da parte d'Ele, por meio d'Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Ele pelos séculos» (Rom 11,36).
Santo Agostinho escreveu, comentando esta passagem: «Estas palavras não são devidas ao acaso. ‘Da parte d'Ele' designa o Pai, ‘por meio d'Ele' designa o Filho e ‘para Ele' designa o Espírito Santo».
Com segurança e justeza a Igreja tem o hábito de atribuir ao Pai as obras da Divindade onde resplandece o poder. Atribui ao Filho aquelas obras onde resplandece a sabedoria e ao Espírito Santo atribui aquelas obras onde resplandece o amor. Isso não quer dizer que todas as perfeições e obras exteriores de Deus não sejam comuns às pessoas divinas: «as obras da Trindade são indivisíveis, como a essência da Trindade é indivisível» (Sto Agostinho).
É útil lembrarmos que o culto tributado aos Santos, aos Anjos, à Santa Mãe de Deus é sempre iniciado e terminado na Santíssima Trindade. Nas preces consagradas a uma das três pessoas divinas, também se faz menção às outras; mesmo ao invocar a cada uma das Pessoas separadamente, termina-se sempre com sua invocação comum. Todos os Salmos e hinos têm a mesma doxologia "ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo". As bênçãos, os ritos, os sacramentos, ou são feitos em nome da Santíssima Trindade ou lhes acompanha a sua intercessão.